A fragilidade humana fica evidente no longo período de imaturidade dos indivíduos, pois as crianças não conseguem assegurar sua subsistência, dependendo, por muitos anos, de intensa supervisão dos adultos. Isso aumentou, consideravelmente, nas sociedades urbano-industriais, pois surgiram muitas exigências para a plena adaptação social e os custos da qualificação adequada são muitos elevados.

Algumas mulheres não suportam, então, o pesado ônus da maternidade, principalmente quando não têm apoio efetivo do genitor ou da rede de parentesco, não conseguem conciliar a maternagem com suas atividades profissionais ou são estigmatizadas porque não cumpriram os requisitos mínimos para legitimação da concepção. Premidas por essas dificuldades, elas não cuidam diligentemente de suas crias, impingindo-lhes maus-tratos com consequências dramáticas.

Continue lendo em O tempo - Adoção: os riscos de uma decisão imatura.

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Depois de conquistar uma vitória inédita na Justiça brasileira há três semanas, quando conseguiu uma ´licença-maternidade´ de 90 dias por ter adotado um menino de 4 meses de idade, o advogado baiano Ricardo Sampaio, de 30 anos, espera inspirar outros pais solteiros a seguir o seu exemplo. ´É a primeira decisão judicial do gênero. Abre a possibilidade de surgirem casos semelhantes´, afirma.

Sampaio, que é analista judiciário do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), resolveu adotar José Eduardo, hoje com 2 anos e 2 meses, logo que o conheceu, no município de Ipirá, 206 quilômetros a oeste de Salvador - a mesma cidade em que nasceu. A mãe, uma adolescente de 14 anos, concordou de imediato com a ideia, de acordo com ele.

O advogado, que é solteiro e morava sozinho, conta que decidiu lutar pela licença-maternidade por enfrentar dificuldades na adaptação à ´nova vida´ de pai. Primeiramente, Sampaio entrou com um pedido no próprio INSS, com base na lei 8.112 de 1990, que garante a licença-maternidade de 90 dias a servidores federais que adotem crianças de até 1 ano. Não foi atendido, por ser homem. Acabou, então, recorrendo à Justiça Federal, baseado no princípio da igualdade, previsto na Constituição. ´Uma mulher que adota uma criança não sofre com o pós-parto, então não há porque haver diferenciação´, alega o advogado.

Há duas semanas, o juiz substituto da Vara Federal de Feira de Santana concedeu a licença. Pai e filho já gozam o benefício, descansando em Porto Seguro, no litoral sul baiano. O INSS, porém, já recorreu da decisão da Justiça e o processo corre no Tribunal Regional Federal, em Brasília. ´Se o benefício for retirado, vou recorrer ao Supremo (Tribunal Federal)´, avisa Sampaio. Agora, ele está em processo de adoção de outro menino, de 1 ano e 2 meses. Se conseguir, promete entrar na Justiça por mais uma licença-maternidade, desta vez de 30 dias - como prevê a lei, para casos de adoção de crianças de entre 1 e 4 anos por parte de servidores federais.

Fonte: Diário do Nordeste - Homem obtém licença-paternidade

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Adotar um filho é uma opção mas os pais às vezes enfrentam problemas que não tiveram ou teriam com filhos naturais. Além do fato de as outras pessoas discriminarem os filhos adotivos ou fazerem perguntas embaraçosas que nem sempre estamos dispostos a responder de maneira educada, há outros fatores que complicam o ato de educar um filho adotivo.

Vi no noticiário o caso de uma mulher que adotou uma menina apenas para satisfazer seus sentimentos sádicos, que a mantinha em cárcere privado e fazia coisas horríveis com ela, e nem era a primeira vez que adotava uma criança para fazer isso.

Conheci algumas pessoas que tinham filhos adotivos e que eram muitíssimo severas com eles, talvez porque não fossem 'sangue do seu sangue'. Pessoas assim nem deviam adotar filhos porque são incapazes de amar. Quem não é capaz de amar não deveria adotar porque a criança necessita também de amor, não só de comida, roupa e uma casa para morar.

Outros ficam 'com pena' das condições anteriores da criança e resolvem amenizar e compensar o passado de privação que ela teve, dando-lhes tudo o que pedem e permitindo que façam o que bem entenderem.

Eu discordo das duas posições, acho que amar é também guiar e ajudar a quem se ama a vencer suas fraquezas e reforçar suas qualidades. Se amamos nosso filho vamos ensiná-lo a viver em paz com a sociedade, pois só assim será aceito e terá sucesso no futuro.

Um filho adotivo precisa de cuidados especiais e de uma atenção redobrada porque traz problemas de uma outra casa, onde era criado de outra forma. Mas a diferença para por aí, na hora de educar devemos agir como agimos com os outros filhos, sem discriminação.

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Encontrei essa foto na internet e acho que ela vem confirmar que a adoção é uma coisa natural, que ocorre até mesmo entre animais de espécies diferentes. Eu criei gatos e cachorros por muito tempo e várias vezes aconteceu de gatas adotarem os filhotes de uma cachorra que estivesse doente ou que o tivesse rejeitado, e tive uma cachorra que criou um gato até ficar adulto.

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Se você é diabética e quer ter um filho, sabendo dos riscos que uma gravidez envolve numa gravidez de diabética, por quê não adotar uma criança?

No filme 'Flores de Aço' uma das personagens centrais insistiu em ter um filho mesmo sendo diabética e seus rins (que já estavam com problemas) não resistiram e isso acabou custando-lhe a vida.

Não que o fato de ser diabética a impeça de ter filhos ou mesmo que seja contra-indicado, mas antes de engravidar, converse com seu endocrinologista e veja se ele a 'libera' para engravidar. Pergunte também se no seu caso uma adoção não seria a melhor opção, se você vê a adoção como um fato natural.

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